
Hoje faz sensivelmente um mês desde que entrou em vigor a legislação que proíbe o consumo de tabaco em locais fechados. Não podia estar mais contente…
No meu caso, a experiência aqui pelo ISCTE tem sido fabulosa. Finalmente é possível passar pelos diversos corredores do ISCTE, que estão mais libertos de fumo, e igualmente mais desimpedidos, em virtude dos fumadores terem que ir fumar para o espaço reservado para o efeito.
Antes, para atravessar alguns dos corredores do ISCTE, em particular do edifício mais antigo, nos intervalos das aulas, era preciso arte para ultrapassar as “multidões” que se aglomeravam nos mesmos a fumar. Atravessar os corredores nessas alturas era quase como andar na rua numa manhã de nevoeiro, sem ver “um palmo à frente do nariz”. Quem conheçe o ISCTE, sabe do que falo.
Agora não! Melhorou e muito!
Outra melhoria espantosa que se nota é o facto dos bares estarem mais desanuviados. Antes para conseguir um lugar para se almoçar no bar da Associação de Estudantes era complicado. Os alunos amontoavam-se na sala, e aproveitavam para ficar mais tempo para além do almoço a apreciarem o seu belo cigarro (ou belos cigarros). Agora, se quiserem fumar vão ter que ir lá para fora, e com isso libertam as mesas, e não poluem o ar do bar.
Almoçar por lá agora é 5 estrelas.
Enfim, por aqui está tudo muito melhor. Infelizmente algum do cheiro a tabaco, que as paredes e o mobiliário foi ganhando ao longo de anos a fio de contacto com o fumo, permanece. Mas é algo que se suporta.





on Jan 31st, 2008 at 9:38 pm
Este tipo de posição deixa-me sinceramente triste. Não sou fumador mas é impressionante ler que uma das razões pela qual a nova lei é boa é os espaços terem menos pessoas. Que tal um ISCTE só para o autor deste blog? Se calhar tanto ele como as restantes pessoas seriam mais felizes.
Obrigado
Ps. tens um pequeno lapso logo no início do artigo (tabaco por tabalho)
Pps. -1 reader
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on Feb 1st, 2008 at 7:09 am
A única razão porque agora consegues almoçar nas calmas é porque ainda estão em alturas de exames e há pouca gente no ISCTE.
Deixa-os voltar e vais ver se a confusão não volta!
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on Feb 1st, 2008 at 8:58 am
@João É de facto uma das razões pelas quais a lei é boa – os espaços terem menos pessoas FUMADORAS.
Não quero um ISCTE só para mim, como o teu comentário pernicioso deixa crer, mas entre este ISCTE e o anterior, não tenhas qq dúvida que prefiro ESTE!
O que acontece nos bares é que devido à ausência de fumo, o tempo médio de espera diminuiu consideravelmente. Ou seja, o tempo que estás à espera de uma mesa para poderes almoçar, é menor… e não percebo como isso não pode ser bom.
Se não és fumador, e não te importas de levar com o fumo de terceiros, especialmente quando almoças, o problema é teu, agora não me podes criticar por me importar. A mim e aos milhares de pessoas que pensam da mesma forma que eu.
Quanto ao facto de seres menos um leitor…. na boa, só lê isto quem quer.
Fica bem.
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on Feb 1st, 2008 at 9:00 am
@Tony Tony, a confusão volta sempre… mas tenho a certeza que: 1. A tempo médio em que esperas por uma mesa para almoçares vai diminuir consideravelmente; 2. O teu tempo de espera até vai ser mais confortável, pois não tens que estar sempre a levar com uma atmosfera carregada de fumo.
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on Feb 2nd, 2008 at 7:38 pm
Toda as pessoas minimamente cultas sabem que o tabaco é uma droga. Quem não sabe, pode ler por exemplo aqui http://www.idt.pt. Nós, os verdadeiros não fumadores e que não estão para engolir o fumo dos outros, temos todo o direito de escrever o que quisermos sobre os fumadores, pois eles não nos respeitam, a não ser à força. Os outros drogados que se injectam pelo menos só se prejudicam a eles. Os fumadores ficariam chocados se vissem um outro drogado (irmão do vício…) a injectar-se em público, mas não se olham ao espelho quando estão agarrados, literalmente, ao cigarro poluindo tudo e todos e deixando um cheiro execrável, só agradável aos fumadores.
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on Feb 3rd, 2008 at 1:51 am
@José Acho que acertaste na “mouche”. De facto ao contrário das bebidas alcoólicas ou de drogas, as pessoas que as consomem apenas se prejudicam a si próprias (salvo algumas excepções como é evidente). Os fumadores, pelo contrário. O seu vício não os afecta directamente a eles, mas sim a todos os outros que os rodeiam. E essa é que é a questão principal… Quantas vezes me aconteciam situações como, pedir a uma pessoa que estava a fumar, e cujo o fumo estava a vir directamente para cima de mim, durante a refeição, e ouvir respostas do tipo “está mal, mude-se”. Ou quantas vezes não vi fumadores, que eles próprios, pelo facto de se sentirem incomodados pelo cheiro do seu próprio cigarro, o colocavam atrás das costas, para que o fumo deles fosse incomodar outros. Tenho pena que tenha sido preciso fazer uma lei para introduzir algum civismo, mas fico feliz (eu e muitos outros milhares) que assim seja.
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on Feb 14th, 2008 at 5:11 pm
Boas, vim aqui hoje checkar se tinha havido respostas ao meu comentário e não é que fico ainda mais chocado?
Ponto 1 – O facto de os espaços terem menos fumo é bom, estamos de acordo. Podemos passar à frente.
Ponto 2 – O facto de terem menos pessoas é mau. Se vires do ponto de vista pessoal e egocêntrico (não estou a dizer que o sejas, just making a point), acredito que seja agradável, menos filas, mais rapidez. Mas do ponto de vista tanto social como de negócio é mau. As pessoas estão menos juntas, não acredito que não tenhas pena de ter deixado de falar com um amigo teu porque agora mal acaba de almoçar “vai lá para fora” fumar o seu cigarro.
Ponto 3 – Essa comparação de fumadores com drogados é ridícula. Todas as pessoas têm vícios, um vício não implica necessariamente uma droga. Esta comparação entre um drogado que se injecta e alguém que fuma é completamente descabida.
Estou só a tentar que haja um pouco de ponderação. O extremismo de obrigar toda a gente a fumar (passivamente) é tão errado como chamarmos de drogados as pessoas que fumam. É um acto legal, feito em consciência. Não devemos atacar o acto de fumar mas sim o facto de fumarem perto de nós.
De modo a clarficar a situação. OK para a lei, KO para o facto de a lei ser boa porque agora há menos pessoas nos espaços abrangidos por ela.
Obrigado de novo, João Reis
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on Feb 14th, 2008 at 5:43 pm
@João Fico contente que tenhas voltado, o que significa que não deixaste de ler
Ponto 1 – ok.
Ponto 2 – No caso concreto é bom. E no meu post apenas referi este caso concreto. A extrapolação mais geral que fazes, é tua e só tua. Neste caso não afecta minimamente o negócio, pois as pessoas continuam a ter que almoçar, pegam nos seus tabuleiros, pagam, almoçam, e vão lá para fora fumar. Resultado: a disponibilidade de mesas é maior e em menor espaço de tempo. Não vejo como é que isto não possa ser vantajoso para todos. Do ponto de vista de negócio, o mesmo não é afectado. O ponto de vista social que apontas é ridículo. Se queres falar com essa pessoa, ou a acompanhas, ou essa mesma pessoa aguarda para depois da conversa para satisfazer as suas necessidades de fumo. É completamente nonsense…
Ponto 3 – Há vícios e vícios. O fumo é um vício, a droga é um vício, o jogo é um vício, etc. Mas de todos estes exemplos, o fumo é o vício que afecta directamente a saúde de terceiros, ao contrário dos outros. É óbvio que todos podemos evitar estar em ambientes carregados de fumo. No entanto existem pessoas que o não podem fazer, por colocarem em risco o seu emprego (os empregados de cafés e de bares, por exemplo). Mas pronto, quanto ao facto de ser ou não uma droga, a classificação é do próprio Instituto da Droga e da Toxicodependência (http://www.idt.pt/id.asp?id=p5). Se estás ou não de acordo, o problema é teu.
Concordo com a ponderação. O que está contestado desde o início neste post é o facto de fumarem perto de nós, em especial à hora de almoço. Por mim, podem fumar à vontade, mas bem longe. Como podes ver a nossa posição não era assim tão divergente, que originasse o teu primeiro comentário.
Cheers, e se quiseres, volta sempre…
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