
Isto começa a parecer um “déjà vu“. De cada vez que chove em Portugal, é o caos. E de quem é a culpa? Da chuva? Não me parece meus amigos… não me parece…
Perguntem aos vossos pais e aos vossos avós, como eram os Invernos passado. E depois comparem com os actuais Invernos. Todas essas pessoas vos dirão que os Invernos anteriormente eram muito mais rigorosos, e que choviam durante diversos meses, e com bastante intensidade. E havia este caos? Havia? Não havia não…
É óbvio que havia menos pessoas, menos carros, menos estradas, menos construção. Mas comparem também o nosso paÃs e o nosso clima com paÃses em que o clima é bastante mais rigoroso. E não vemos o mesmo caos. Claro que as alterações climáticas têm a sua quota parte de culpa, pois estamos com um clima mais instável, e com perÃodos de chuva mais curtos mas mais intensos…
Mas e depois… o que dizer da forma como as nossas estradas, túneis, caminhos de ferro, condutas, entre outros, estão construÃdos, planeados e mantidos? Apenas uma palavra… VERGONHA.
Agora basta chover um pouco e temos estradas alagadas, túneis alagados, caminhos de ferro cortados, condutas de esgotos e de gás completamente cortados e alagados, enfim completamente caótico.
E que tal olhar para todos esses erros de concepção, e vermos o que alguns “engonheiros” e construtores andam para aà a construir… poupam dinheiro ao não fazer as obras com as condições de segurança necessárias, para pouparem dinheiro. E depois todos custos das obras “derrapam”…
E que tal limparem igualmente as sarjetas? E verificarem o escoamento de águas? E verificarem onde constroem as coisas?
E a culpa é de quem? De ninguém, claro está!!! A culpa morre sempre solteira em Portugal… pelo menos nestes casos.





on Feb 18th, 2008 at 4:36 pm
Uma coisa que me surpreende é que de acordo com as estatÃsticas (bem sei as irmãs gémeas da falta à verdade) a nossa população não tem crescido de forma significativa, contudo continua-se a construir a eito acha-se normal.
Moro em Santo António dos Cavaleiros e hoje quando acordei acordei ao som de uma veÃculo de emergência (nada fora do vulgar) o aborrecido é que passavam muitos e tentei então perceber porquê. Abri a persiana e vi que estava a chover e pensei que estava a ver uma repetição de 1994 ou 95 (não tenho bem presente). (Foi a primeira vez que vi um engarrafamento por cá. Foi mais rápido vir a pé desde o centro até minha casa.)
Só que pelos vistos era ainda mais grave, foi a primeira vez que vi passar veÃculos celulares (julgo que em direcção ao tribunal de Loures) pela Av. Luis de Camões (a que passa entre os depósitos de água e o centro comercial da cidade nova).
Percebi que a antiga estrada nacional estava fechada ao trânsito. Em 25 anos de residência intermitente aqui foi a 2 vez que tal se passou (uma no final do anos 80 e esta, nem em 9x se verificou tal.)
Outro problema que se verifica é que se deixou construir em leito de cheia em vários sÃtios neste concelho e se esqueceu de construir sistemas que obviassem problemas.
Pelos vistos só as companhias de seguros têm juÃzo nesta situação (não aceitando subscrições em alguns dos locais como a baixa de Sacavém).
Limpeza de sarjetas deve ser algo para povos mais atrasados que o nosso. A nós deve bastar esperar.
Já agora quantos de nós terão verificado os algeroz, já vi muita inundação, por entrada de água nos telhados por estes estarem completamente fechados devido a ninhos e dejectos de aves.
Quanto a construção em qualquer lado. Há 15 anos quando adquiri o apartamento verifiquei junto da Câmara o que seria e onde seria possÃvel construir aqui à volta. Havia a norte uma mancha de reserva agrÃcola nacional e ia ficar com uma bela vista. Hoje (aliás nos últimos 4 anos) um antigo terreno agrÃcola foi miraculosamente transformado em terreno edificável (com um novo bairro já praticamente construÃdo).
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